sábado, 20 de setembro de 2014

MOOC: Cursos online para as massas




MOOC (Massive Open Online Course) são, como o nome diz, cursos online abertos massificados. Grandes universidades de todo o mundo, incluindo USP, Unicamp e outras importantes universidades brasileiras já oferecem cursos nessa modalidade.  Em geral são gratuitos e emitem certificados, mediante pagamento.  O Brasil já tem plataformas MOOC, como o Veduca.

Esses cursos são fortemente baseados em videos, material auto-instrucional e fóruns de discussão, sem interação direta entre alunos e professores. Os índices de evasão costumam ser altíssimos (é muito fácil entrar, assim como sair) e nem todos se adaptam a essa forma de estudo. Mas é uma oportunidade para pessoas que, de outra forma, dificilmente conseguiriam assistir a aulas na USP, em Harvard ou outra grande universidade. Quem tem motivação e disciplina tem hoje uma grande vantagem competitiva. Bem diferente de quando a vantagem só tinha quem morasse em grandes centros e tivesse uma boa renda familiar.

Recentemente meus alunos de pós-graduação realizaram uma atividade espontânea e voluntária, na qual entrevistaram uma pioneira nesse setor, uma das criadores do Coursera, Daphne Koller de Stanford.


Vejam o video (LEGENDADO) da entrevista.




PS: em breve uma  novo post sobre este assunto, com o relato de experiências de quem já participou de cursos em plataformas MOOC.


domingo, 14 de setembro de 2014

EaD no Face discute "Educação sem Distância"



De 6 a 12 de setembro de 2014 conduzi discussões sobre tecnologias e redução de distâncias na educação realizadas na página "Ead no Face" .

"A página EaD no Face foi criada em outubro de 2013 com o objetivo de debater os mais variados temas da Educação e, em especial, da Educação a Distância, bem como o trabalho de profissionais de destaque na área." (Texto retirado da página "Ead no Face")

Veja a seguir uma síntese das postagens.


























quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Distância Transacional: a verdadeira distância na educação






Em meu post anterior citei a Teoria da Distância Transacional de Michael Moore. Para se ter uma verdadeira "Educação sem Distância" não basta vencer distância geográficas e temporais. Os alunos precisam sentir-se efetivamente presentes. Michael Moore nos ajuda a entender como reduzir esse "distanciamento psicológico". Conforme mencionado naquele post, seu artigo de referência está disponível em português e pode ser lido aqui.

Esse assunto despertou bastante interesse em meus leitores, que me pedem  para abordá-lo com mais profundidade. Resgato então um debate no qual discutimos a Teoria da Distância Transacional, com participação do público trazendo questões bem interessantes.

Traga também suas questões e contribuições para esse debate. Coloque-as no "Grupo Educação sem Distância".

ASSISTA: Debate sobre a Teoria da Distância Transacional.


domingo, 7 de setembro de 2014

Educação sem Distância via Hangout


Crédito da foto:
Instituto Universidade Virtual - Instituto UFC Virtual - Universidade Federal do Ceará



Por que Educação SEM Distância ? 

Porque as tecnologias já permitem há muito tempo quebrar barreiras físicas entre aluno e professor, aluno e conteúdo, aluno e colegas. A própria sala de aula é uma tecnologia que foi criada para quebrar essas barreiras e viabilizar a aproximação dos atores de uma atividade educacional.  Com a correspondência, rádio, TV, videoconferência, internet e, mais recentemente, dispositivos móveis, as possibilidades se expandiram, mas o princípio de se eliminar distâncias permanece. No entanto, há um tipo de barreira não física, que pode ocorrer tanto em sala de aula quanto numa atividade com participantes remotos.  Trata-se da distância transacional, apresentada neste artigo de Michael Moore, que se refere à percepção psicológica de barreiras em atividades de aprendizagem.

Michael Moore nos mostra que o diálogo e a autonomia do aluno são muito importantes para a redução da distância transacional. Dialogar e desenvolver atividades com participação e envolvimento dos alunos são ações que dependem muito mais da metodologia que da presença física. Alunos em sala de aula convencional, se privados de autonomia e diálogo, sentem muito mais distanciamento que quando interagindo, ainda que essa interação se dê entre participantes remotos.

Portanto, o que nós educadores precisamos ter em mente ao planejarmos nossas atividades educacionais é como obter uma Educação SEM Distância (transacional), tendo-se ou não distâncias físicas a vencer. "Educação a Distância" não traz no nome esse compromisso com a aproximação.

Para saber mais sobre "Educação sem Distância" ( EsD ), se atualizar com as inovações no uso de tecnologia na educação e trocar informações com outros interessados no tema entre no

Grupo "Educação sem Distância" no Facebook: 
https://www.facebook.com/groups/educacao.sem.distancia/


Videoconferência é presencial ou a distância ?

Costumo ser convidado para apresentação de palestras em lugares distantes. Alguns, ainda que não sejam muito afastados no espaço, possuem barreiras de tempo (agenda) ou mobilidade (trânsito). Fico sempre muito feliz com tais convites e me esforço para atendê-los, mas, infelizmente, nem sempre consigo. Uma das alternativas que às vezes ofereço é a videoconferência, até porque, em geral, minhas palestras versam justamente sobre uso de tecnologia para redução de distâncias. O interessante é que dificilmente essa ideia é bem recebida por organizadores de eventos...

       - Sabe, professor, é que o evento é presencial...

       - Ok.  Pretendo estar presente e ao vivo, ainda que a quilômetros de distância.. a temática do evento não é EaD ?

       - É que o público tende a se dispersar e se desinteressar quando a palestra é por vieoconferência..

       - Bem, "desinteresse e dispersão" não é uma exclusividade de atividades a distância...

       - Entendo professor, mas pode haver problemas técnicos...

       - Problemas técnicos ocorrem também localmente..já perdi uma viagem porque o evento teve problemas com a infra-estrutura e foi adiado...

       - Professor, tem também o jantar de confraternização e o passeio no final de semana..

       - Fechado! 


Reduzindo distância transacional em videoconferências

Recentemente fui convidado para uma apresentação num importante evento ( I Encontro de Educação Aberta e a Distância do Ceará ) mas fiquei frustrado quando percebi que haveria conflito de agenda. Já meio resignado com a provável impossibilidade de participar tentei, meio sem esperança, sugerir a videoconferência. Fui surpreendido com uma boa receptividade à ideia por parte dos organizadores. Aproveitei para falar, na palestra, da própria ferramenta (Hangout) usada na atividade.  Convidei a Profa Vera Queiroz, doutora na área de tecnologia na educação e experiente no uso do Hangout, a participar comigo da atividade.

Contando com o apoio da organização, que atendeu todas as minhas solicitações, foi possível realizar um gratificante encontro com a comunidade de EaD do Ceará.  A foto que encabeça este post é um flagrante do evento, que mostra como os participantes não estavam desinteressados nem dispersos. Veja que quem não está me olhando está voltado para o mesmo alvo de meu olhar, a pessoa do auditório (não mostrada na foto) com quem eu interagia no momento.  Para reduzir a distância transacional procurei interagir logo de início com os presentes. Um pequeno truque, permitiu que eu olhasse para as pessoas presentes (uma coisa que dispersa em video conferrências é o palestrante olhar para um lado, ou para cima, e o alvo de sua fala estar em outro ponto).  Abrimos três conferências, entre três pares de computadores diferentes. O primeiro transmitia meu vídeo para o telão principal. Os outros dois me davam uma visão completa do auditório, em dois monitores colocados à minha frente em ângulos e altura calibrados para  que, ao olhar para um determinado ponto num dos monitores, meu olhar no telão se voltasse para esse mesmo ponto no auditório.  Um quarto notebook apresentava os slides de minha palestra.

Apesar de termos utilizado vários computadores, esses poderiam, sem problema algum, ser substituidos por simples smartphones ou tablets. O recado que passei aos presentes: hoje a escola precisa se preocupar mais em oferecer a melhor conexão de internet possível do que em montar laboratórios de informática. precisa também aplicar metodologias que dêem autonomia e propiciem diálogo com os alunos. Os jovens já sabem usar muito bem a tecnologia e muitos possuem smartphones, tablets ou notebooks. Armar uma atividade presencial a distância com os próprios autores que estão sendo estudados pelos alunos é uma entre infinitas possibilidades que se abrem.

Aqui estão os slides e o video da palestra: "Educação sem Distância via Hangout".


A Ferramenta Hangout

Certamente o Google Hangout não é a única nem, necessariamente, a melhor ferramenta para webconferência ou videoconferência. Mas, além de gratuita e robusta, reúne uma série de características que a tornam muito atraente. É possível ter até 10 pessoas participando simultânea e diretamente da videoconferência (todas com acesso a recursos comuns em webconferências, como chat e compartilhamento de telas e aplicativos) e um número ilimitado de pessoas assistindo (e interagindo por mensagens de texto) via Youtube. E ao final, toda a atividade fica automaticamente gravada e disponibilizada em seu canal do Youtube. Possui também uma série de plugins (e novos chegam a cada dia)  que acrescentam funcionalidades muito interessantes e úteis.

Abusando um pouco mais de nossa amizade  pedi à Vera Queiroz que produzisse um pequeno tutorial para os leitores deste blog que quisessem se iniciar no uso do Hangout. Ela, como é de seu perfil, produziu um material caprichado. Aproveite: