sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Suas fotos estão seguras ?



Logo após a exibição da matéria "Aprenda guardar fotos de maneira segura no seu computador" na coluna Conecte do Jornal da Globo comecei a receber comentários e consultas sobre essa questão. Decidi então publicar aqui algumas dicas sobre esse assunto, com base em minha experiência pessoal e profissional, sem a pretensão de esgotá-lo, muito menos de ser a "palavra final" nesse assunto. Se você, leitor, tiver outras dicas, ou reparos a fazer sobre as minhas, por favor participe deste blog colocando seus comentários. 

1. Durabilidade das mídias
É difícil estimar a durabilidade das mídias de armazenamento, pois essa depende muito das condições de uso e acondicionamento. Coloco a seguir algumas estimativas comumente utilizadas, além de vantagens e desvantagens de alguns dos principais meios de armazenamento.


 1.1 CD-ROM / DVD-ROM: de 5 a 10 anos, podendo ser menos dependendo das condições ambientais e de manuseio (calor, umidade, riscos na superfície etc..);
vantagens: baixo custo, não pega virus (ao se levar, por exemplo, para um serviço de impressão de fotos);
desvantagem: fragilidade, gravação lenta

1.2. Memória Flash (pendrive, cartões de memória):  1 a 10 anos;

vantagens: portabilidade, leitura e gravação rápidas, resistente a choques e movimentações pois não possui partes móveis (memória de estado sólido);
desvantagens:  mais caro por megabyte, baixa capacidade (em relaçao a HDs), pega e transmite virus com facilidade

1.3 Disco Rígido (HD) externo (conecta na USB): 2 a 8 anos;

vantagens: menor custo por megabyte, alta capacidade de armazenamento;
desvantagens: frágil (baixa resistência a movimentos,quedas e calor), pega e transmite virus com facilidade

 1.4 Armazenamento online (Internet ou "nuvem"):

vantagens: barato (a maioria dos serviços não possui custo até um certo limite de armazenamento); prático: pode ser acessado de qualquer lugar, em qualquer máquina;
desvantagens: risco de perda de privacidade, não ha garantia de continuidade do serviço, demanda conexão à internet rápida.

2. Dicas para Backup:

 2.1 Crie uma pasta em seu computador principal exclusivamente para armazenar as suas fotos;

 2.2 Sempre que tirar fotos guarde-as nessa pasta, em subpastas cujos nomes sejam significativos (Ex: Natal 2010);
faça isso na primeira oportunidade, se não tiver acesso ao seu computador no momento em que tirou as fotos copie-s para o computador ou pendrive que tiver à mão.

 2.3 Sempre que atualizar essa pasta faça pelo menos um backup (quem preferir pode usar programas de backup automático.

 2.4 Se trocar de computador, recrie a pasta de fotos, a partir de seus backups, e passe a gravar as novas fotos apenas nessa nova máquina; pode até manter fotos em outros computadores, mas só para consulta; deve haver apenas uma pasta "oficial", na qual você tenha certeza que estão todas as suas fotos e atualizadas.

 2.5 Faça backup em pelo menos duas mídias diferentes (pendrive e CD-ROM, CD-ROM e online etc..) e mantenha-as em lugares fisicamente diferentes.

 2.6 Se utilizar CD-ROM ou DVD-ROM identifique-os com caneta apropriada (há canetas para se escrever nessa mídia, canetas esferográficas danificam a mídia e a tinta de canetas hidrocor comuns não fixam); não use etiquetas.

 2.7 Verifique a integridade dos backups a cada ano; a cada 5 anos refazer totalmente os backups (as mídias sempre aumentam de capacidade e tem seus custos reduzidos, possibilitando melhorar a eficiência do armazenamento (por exemplo transferindo vários CDs para um DVD ou vários DVDs para um HD).


3. Alguns serviços para armazenamento online

Recomenda-se sempre manter as fotos originais em seu computador e respectivos backups; se o backup for online utilize serviços para armazenamento. Serviços de publicação de fotos, como Picasa, Facebook, Flickr e Twitpic devem ser utilizados apenas para isso (publicação), pois tais serviços em geral trabalham com imagens em baixa resolução e dificultam o download e tarefas típicas de backup como atualizar o conteúdo online de acordo com alterações ocorridas na pasta de seu computador. Conheça alguns dos principais serviços de armazenamento nas nuvens:

 3.1 Skydrive - http://skydrive.live.com/
 
 3.2 Dropbox - http://www.dropbox.com/
 
 3.3 4shared - http://www.4shared.com/

 3.4 Easyshare - http://crocko.com


Eu utilizo o Dropbox e estou muito feliz com o serviço. Até fiz uma assinatura anual para aumentar meu espaço de 2 GB (gratuito) para 50 GB. Com o Dropbox você mantém uma pasta em seu computador e automaticamente é feita uma sincronização, via Internet, com sua pasta online. Ao entrar em outro computador a mesma pasta lá presente é atualizada a partir da pasta online (você passa a ter vários backups e acesso à pasta em qualquer lugar e em qualquer computador; dá também para acessar seus arquivos da pasta online via browser sem precisar instalar o software nem gravar ma pasta local, muito útil quando acessando via computadores de terceiros).  



Agora pegue sua máquina fotográfica (ou celular ou tablet) e divirta-se (com segurança!).

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ConflYtos da Geraç@o i






Resenha do livro "Geração Y", de Sidnei Oliveira,
Integrare Editora, 2a. ed., 2010, 154 p.
Já faz algum tempo que eu havia emprestado este livro de uma amiga. Hoje, após finalmente ter realizado sua leitura, o que fiz de um fôlego só, fiquei pensando porque demorei tanto a fazê-lo. De leitura agradável e fácil, essa obra traz importantes informações para professores e gestores que precisam lidar com alunos e profissionais da chamada geração Y, aquela formada pelos nascidos entre 1980 e 2000.

Além de conhecer melhor como é a cabeça dos jovens que estão começando a mandar no mundo (os criadores do Google e do Facebook, para citar alguns exemplos, pertencem a essa geração) aprendemos a origem dessa denominação (não, não é porque sucede à geração X) e de quebra ganhamos uma síntese sobre as principais características das outras 4 gerações que hoje convivem em muitas famílias. Decidi então compartilhar um pouco do que aprendi com os leitores do meu blog, aos quais recomendo a leitura integral da obra.

O autor inicia contando uma situação que passou com sua filha adolescente que lhe disse ter importante trabalho escolar a concluir para o dia seguinte. Ao visitá-la em seu quarto para ver como estava andando a tarefa a encontrou assistindo TV, ouvindo iPod, navegando na internet, editando texto, preparando uma apresentação, enviando mensagem pelo celular, conversando via mensagem instantânea na Internet e, claro, acessando sua rede social. Tudo isso ao mesmo tempo! Ele se preparava para lhe passar um sermão, quando percebeu que o programa na TV se relacionava ao trabalho e tinha sido indicado por sua professora, a quem sua filha estava agradecendo via mensagem de celular.  O acesso às redes sociais era para levantamentod de informações para o trabalho, que era realizado em grupo, com suas colegas participando a distância via internet. A música no iPod era a trilha que usaria na apresentação. O resultado de tudo isso, relata o autor, foi avaliado com a nota máxima.

Para a cabeça de quem pertence a outra geração é difícil entender como os jovens conseguem ser tão  multitarefa sem se perder. O livro nos apresenta então as 4 gerações que antecederam a Y, o que nos ajuda a entender um pouco melhor os conflitos e diferenças entre elas e delas para com a Y:

Belle Époque (nascidos entre 1920 e 1940)
Influenciada pela disseminação das artes e do recém-nascido cinema, mas também pela guerra e pela depressão. Caracterizada pelo militarismo, autoridade, regras, disciplina, honra e respeito, mas também pela compaixão e solidariedade. Trabalho, sacrifício e fidelidade (no trabalho e no matrinômio) são as marcas dessa geração.

Baby boomers  (nascidos entre 1945 e 1960)
Após a segunda grande guerra boa parte do mundo precisou ser reconstruída e a população sofreu uma explosão demográfica. Criada pela sofrida geração anterior, sob disciplina rígida, é caracterizada pela ordem e obediência imposta pelos pais mas também pela reação que originou movimentos de rebeldia e o rock & roll.

Geração X  (nascidos entre 1960 e 1980)
Muita TV e muita música, mas também muito trabalho e disciplina. Início de um sentimento de vínculo entre os jovens, pelo compartilhamento, via mídia de massa, de eventos e marcos culturais. Busca por ascenção e pela estabilidade financeira.  O nome "X" é uma referência a "Malcolm X", famoso ativista da causa negra.

Finalmente chega-se à Geração Y, formada pelos nascidos entre 1980 e 2000. A denominação "Y" se refere à inicial predominante nos nomes dos nascidos na União Soviética nessa época. Trata-se de uma geração aparentemente mais egocêntrica e cética, acostumada a ter seu próprio espaço e total liberdade. Características: questionamentos, ansiedade e impaciência, idéias e pensamentos superficiais, criatividade, busca por viver intensamente cada experiência (o "game" faz parte de suas vidas), transitoriedade e ambiguidade nas decisões e escolhas.

O autor sintetiza os principais comportamentos dessa geração:

Reconhecimento: necessidade de feedback constante;

Informalidade: "não é surpresa que jovens profissionais estejam realizando projetos fantásticos em empresas cada vez mais flexíveis e informais, seja na forma de vestir, nos horários ou nos ambientes de trabalho". (pg. 66)

Individualidade: "um paradoxo criado por toda essa ampla tecnologia foi que, ao privilegiar a ação individual e não a coletiva, os jovens Y desenvolveram uma necessidade de compartilhar parte de sua vida por meio das redes sociais." (pg. 67)

Relacionamentos: " A Geração Y é a mais conectada da história da humanidade". (pg. 67)

Na páginaa 70 e 71 são listadas as principais características que o jovem Y típico espera encontrar em um gestor:

- conhecimento do negócio;
- feedback constante;
- estabelecimento de prioridades;
- desenvolvimento profissional da equipe;
- respeito e estímulo ao talento individual;
- objetividade e clareza.

Finalmente, na página 135, encontramos dicas preciosas sobre como as demais gerações devem encarar os jovens Y:

- considerar seus questionamentos como formas de integração, não de desafios ao conhecimento;

- aceitar que possuem mais habildiades para obter melhores e mais atualizadas informações;

- valorizar suas expectativas e ideias.

Mais preciosas ainda são as dicas sobre as "ações negativas" que pais, professores e gestores devem evitar para não provocar "desconexão' com essa geração:

- omitir-se no reconhecimento;

- negligenciar resultados;

- menosprezar ideias e expectativas;

- subestimar informações e habildiades;

- considerar os questionamentos um desafio à autoridade.

Após ler esse livro comecei a entender melhor essa geração conectada (poderia muito bem se chamar geração "i", de internet), que já está mostrando a que veio e que, tenho convicção, ajudará a transformar nosso mundo em um lugar melhor. As guerras, desigualdades, exclusões e agressões ao ambiente, são ainda heranças de gerações passadas (e presentes) que esses jovens criativos saberão eliminar ou, pelo menos, minimizar.

Parabenizo o autor, Sidinei Oliveira, pela obra e peço-lhe que lance o mais rapidamente possível um livro sobre a geração Z, pois enquanto os gestores estão tendo de lidar com os novos profissionais da geração conectada (Y), nós professores já começamos a receber a geração mega conectada! Dessa vez pretendo começar a estudar sobre a nova geração mais cedo ;-).


sábado, 3 de setembro de 2011

CIAED 2011: Mesa Redonda "A importância da comunicação/interação na Educação sem distância"



Novo: Slides das apresentações das professoars Alice Carraturi e Adriana Clementino.


No dia 31 de agosto de 2011 realizamos a mesa redonda "A Importância da Comunicação / Interação na  Educação sem Distância", coordenada pela Profa Vani Kenski, com a participação das professoras Adriana Clementino e Alice Carraturi.  Conforme prometido faço aqui um relato sobre o que lá foi apresentado e discutido. À medida que for recebendo novos materiais irei publicando aqui. Por enquanto coloco a minha parte.

A idéia inicial era fazer uma mesa blended, ou seja, com participantes da mesa e do público remotos e locais. Infelizmente, devido a problemas técnicos, não foi possível contar com o público virtual. Apenas eu participei a distância, via Skype. Mas para o próximo ano, se tudo der certo, faremos uma mesa verdadeiramente sem distância (se nossa infra-estrutura de telecomunicações deixar... bem, como estaremos mais próximos da Copa do Mundo, teremos mais chances de que  tudo funcione... ou não ;-).


Abaixo o video que eu havia preparado para ser exibido na eventualidade de a conexão via Skype falhar. A conexão não falhou e consegui fazer a apresentação ao vivo. Segue a gravação "backup", com conteúdo similar ao apresentado.




Após minha apresentação expuseram seus pontos de vista, respectivamente, as professoras Alice Carraturi e Adriana Clementino. 

Em seguida abriu-se para a participação dos presentes. Reproduzo a seguir a primeira pergunta. Espero oportunamente incluir mais conteúdos do debate. 

A primeira a se manifestar foi a professora Paula Carolei, que mais uma vez prestigiou e contribuiu com nossa mesa.
Paula Carolei: Como se deve fazer para comunicar, transpondo essa barreira da tecnologia ? Romero Tori: Como em qualquer tecnologia de comunicação (desde as que possuimos naturalmente , como a fala) faz-se necessária uma adequada assimilação dos códigos, das limitações e do potencial de cada tecnologia/midia para que seu uso se torne natural, eficiente e eficaz. Aprender e dominar a linguagem envolvida é essencial. Há algum tempo houve um grande debate entre dois autores (Robert Kozma e Richard Clark) sobre a midia influenciar ou não o processo de aprendizagem. Clark afirmava categoricamente que midia não influi, sendo apenas o meio, não a mensagem. Deu até um exemplo: o caminhão que transporta o alimento não interfere em sua qualidade. Pergunto: e se o alimento for perecivel ? Certamente o veiculo poderá interferir (estragando o alimento) se não for refrigerado, por exemplo... Na verdade ambos falavam a mesma coisa mas sob pontos de vista diferentes. Um separava metododologia da tecnologia enquanto outro considerava-as indissociáveis. O fato é que se não usarmos uma midia/tecnologia adequada à metodologia ou uma metodologia adapatada à midia/tecnologia, além de não se tornarem transparentes no processo poderão prejudicar a aprendizagem em vez de ajudá-la. E isso pode acontecer até mesmo com a mais básica das mídias educacionais, como a tradicional sala de aula, apoiada por lousa e giz.

domingo, 21 de agosto de 2011

A importância da comunicação/interação na Educação sem distância


Em 2009 apresentamos no Congresso da ABED a mesa "Educação sem Distância: As Tecnologias Interativas na Redução de Distâncias em Ensino e  Aprendizagem",  coordenada por mim, com a participação das educadoras, pesquisadoras e autoras  Brasilina Passarelli, da Escola do Futuro da USP, Vani Kenski, da Siie Educacional e Lina Romiszowski, da TTS. Em 2010 demos continuidade com a mesa "Educação sem Distância: Da Teoria à Prática". Este segundo encontro foi documentado e publicado em meu blog (clique sobre o título da mesa ou aqui para ver essa matéria).  Em 2011  eu já estava me conformando em quebrar essa "tradição", uma vez que não poderei ir a Manaus devido a compromissos pessoais, quando em conversa com a Profa. Vani Kenski decidimos dar continuidade a esse ciclo. Propus então que ela organizasse a mesa deste ano. Fiquei muito feliz  em ser convidado por ela a participar do debate "a distância", participação essa que procurarei fazer da forma mais "sem distância" possível ;-) . 

Veja abaixo como ficou a mesa organizada pela Profa. Vani Kenski.  Se você for participar do Congresso da ABED em Manaus convido-a(o) a nos prestigiar com sua presença na sala 10, no dia 31 de agosto (quarta-feira) das 11h às 13h.  Se, como eu, você também não puder estar em Manaus, mas deseja estar presente (ainda que a distância) nesse nosso debate, envie mensagem com o assunto: "Educação sem Distância no CIAED 2011" para o email tori.esd (arroba) gmail.com. Os primeiros a me enviar sua mensagem serão convidados a entrar comigo na sala virtual e participar ao vivo das discussões. Para os demais enviarei link e senha para assistir online à minha participação virtual.  



Mesa Redonda  -  A importância da comunicação/interação na Educação sem distância
Coordenação: Vani Moreira Kenski  -  USP  -  SP


A proposta desta mesa é a de apresentar métodos e projetos nos quais se integrem atividades interativas que articulam meios tecnológicos, participantes remotos e presenciais, evidenciando-se como essa interatividade contribui para a redução da percepção de distâncias em projetos educacionais.

“Convergências interativas na educação sem distância” Como é possível desenhar atividades interativas que articulam meios tecnológicos, participantes remotos e presenciais. E como essa interatividade pode contribuir para a redução da percepção de distâncias. 

Romero Tori  -  Participação Virtual  -  USP  e SENAC -  SP


Motivação, afetividade e proximidade na EAD” Possibilidades de interações plenas entre todos os participantes do processo de aprendizagem na educação sem distancias.
Alice Carraturi  -  UNIVESP  -  USP  -  SP

“Didática intercomunicativa para uma ESD” Case desenvolvido em curso a distância online para a formação de tutores do SEBRAE-SP,  que privilegiou a anulação das distâncias entre os participantes e, principalmente, entre eles e a docente, por meio de ações colaborativas e muitas interações em um processo comunicacional multidirecional e intenso.
Adriana Clementino  -  SENAC SP .





sábado, 16 de julho de 2011

Conectando ao Facebook


Este blog já nasceu interligado ao Facebook, por meio do aplicativo NetworkedBlogs,  mas agora esse cruzamento de mídias se intensifica. Acabo de criar o Grupo Educação sem Distância nessa cada vez mais concorrida rede social, por meio do qual espero amplificar a interatividade com aqueles que se interessam por temas relacionados à redução de distâncias em ensino e aprendizagem. Postagens deste blog poderão ser repercutidas naquele fórum, assim como  discussões e idéias lá gestadas poderão se transformar em temas de novos posts aqui publicados e comentados.

Em um mundo ideal nós escolheríamos a ferramenta em função dos objetivos. Mas no mundo real precisamos muitas vezes nos adaptar às ferramentas de que dispomos. Nós professores não deixamos de dar aula porque a escola não tem datashow disponível ou porque a conexão de Internet não funciona. Sabemos que a metodologia deve definir os meios, e não o contrário. Mas o bom professor deve saber adaptar sua metodologia aos meios disponíveis. Falo isso porque, decididamente, o Facebook não é nada amigável para se desenvolver um grupo de discussão. No entanto é lá onde todo mundo (ok, quase todo mundo) está interagindo. Resolvi então fazer concessões à minha lista de requisitos para um grupo de discussão e criei lá o Grupo Educação sem Distância.

Não sou profundo conhecedor dos recursos do Facebook (nessa época em que estamos cada vez mais sobrecarregados não sobra tempo para conhecermos a fundo tantas ferramentas de que dispomos; aliás, tão melhor é a ferramenta quanto menos nos exige treinamentos, helps e manuais para utilizá-la). Assim tentei usar minha intuição e bom senso para inferir como os grupos do FB funcionam. Logo de início fui surpreendido pela incompatibilidade de lógica que tenho com os criadores e administradores do FB. Após incluir vários amigos ao grupo (os quais, de forma inconsistente com outros aplicativos e recursos, são incluidos automaticamente, sem pedido de confirmação) esses passaram a receber emails de tudo o que acontecia (cada inclusão de membro, seguida de agradecimentos dos convidados e outras mensagens de cunho social). Isso assustou algumas pessoas, que de repente passaram a ver suas caixas-postais cheias de mensagens inúteis (para eles) e sem terem solicitado o ingresso no grupo. Rapidamente passei  mensagem orientando como os membros deveriam fazer para desabilitar o envio aos seus endereços de e-mail das mensagens colocadas no mural do grupo. Mas não faria mais sentido se a configuração default fosse com o recurso de cópia automática por e-mail desativado ?  Mais uma idiossincrasia do FB.

Passado esse susto inicial começamos a perceber a dificuldade de gerenciar as linhas de discussão que eram abertas, a encontrar os conteúdos postados e a organizar esses conteúdos. Foi quando uma das participantes, a Paula Ugalde, trouxe uma sugestão, prontamente aceita e implantada. A idéia consiste em se colocar no álbum de fotos do grupo uma imagem para cada tema em discussão. Os participantes postam suas contribuições na forma de comentários às fotos. Assim fica fácil encontrar tudo o que foi discutido a respeito de detrminado tema. Basta clicar em "Exibir Fotos" no menu lateral do grupo e escolher a foto (ou seja, o tema) de interesse. Dá até para o membro interessado se marcar na foto e assim passar a tê-la, acompanhada, claro, dos respectivos comentários, incorporada em seu próprio álbum.  Veja como ficou o álbum do grupo. Gambiarra ? Sim. Mas tudo pela redução de distância  ;-).

Dúvidas? Críticas? Comentários? Sugestões? Coloque aqui no blog ou lá no grupo.

Serviço:

Grupo Educação sem Distância é aberto. Se tiver interesse em se tornar membro basta entrar e solicitar ingresso.

Outros perfis da Educação sem Distância no Facebook: Educação sem Distância (lotado) e Educação sem Distância 2 (aceitando novos amigos).

domingo, 19 de junho de 2011

Realidade Aumentada para uma Educação sem Distância

Na atividade da JOVAED 2011 cujo nome aparece no título deste post conceituamos Realidade Aumentada e procuramos mostrar o potencial da aplicação dessa tecnologia na área educacional. A participação dos presnetes foi muito enriquecedora.

Se você ficou curioso ou deseja rever a atividade acesse o link da gravação

Para ver os vídeos e materiais citados durante a apresentação (e muito mais) acesse este meu outro post.

Agora minhas respostas a algumas perguntas que ficaram "no ar" (ou melhor,  no chat).

DÚVIDAS E RESPOSTAS


1. Alvaro: Cconhece o Dart, que roda no Director ?
Sim. Trata-se de uma adaptação, limitada,  do AR Toolkit para o Director. Há também uma adaptação do NyARToolkit para o Flash que é bem interessante.


2. Carmen:  A  impressão do código deve ser sempre em preto e branco ou pode ser colorida ? 
No AR Toolkit recomenda-se que seja em PB, para maior contraste. Mas, a princípio, os marcadores podem ser coloridos. Recomenda-se testar bem antes, em diferentes condições de iluminação.


3.Exemplos de jogos com RA ?
Mostrei alguns durante a apresentação (Human Pacman, AR Quake..), os quais podem ser vistos em meu outro post
No livro "Extended Experiences", meus colegas pesquisadores e eu escrevemos um capítulo especificamente sobre Games em RA. Esse livro, publicado na Finlândia, encontra-se disponível na íntegra no Google Livros (clique no nome do livro no início da resposta para acessá-lo).

Educação SEM Distância

Acabamos de realizar a atividade "Educação sem Distância" na JOVAED 2011. Foi muito motivador participar de um encontro com tantas pessoas que se dispuseram a ouvir e discutir sobre tecnologias interativas na redução de distâncias em educação, em um lindo domingo de final de semestre. Contamos com participantes de vários pontos do Brasil e até de Portugal.

Na apresentação, baseada no livro de minha autoria "Educação sem Distância", destaquei o conceito de INTERATIVIDADE, a chave para a redução de distâncias, seja em atividades remotas ou presenciais. Foi também ressaltada a importância do conceito de Blended Learning, que integra atividades virtuais e presenciais, característica que deverá estar cada vez mais presente em atividades educacionais, perdendo-se aos poucos o sentido de se separar as modalidades, uma vez que a busca sempre deve ser por uma Educação SEM Distância, ou, simpelsmnente, EDUCAÇÂO.

Veja (ou reveja) o que aconteceu nesse encontro acessando o link da gravação.

Conforme prometido responderei aqui a algumas perguntas que ficaram em aberto. E você, leitor, fique a vontade para colocar outras perguntas (ou outras RESPOSTAS!) no espaço de comentários deste blog.

DÚVIDAS E RESPOSTAS

1. MELISSA: Conhece e/ou já usou o Big Blue Button ?
Sim! O Big Blue Button é um ambiente de webconferência com recursos similares ao Adobe Connect (utilizado nesta atividade). A grande vantagem é que se trata de um sistema ABERTO e FREE!. Já ministrei palestra nesse ambiente e funcionou perfeitamente.


2. FERNANDO GODOY: Se este termo (EAD) não é adequado, qual um outro que seria, pois ao dizer somente Educação Sem Distancia, não vai passar a ideia do modelo (não presencial) que estaria sendo usado? 
A idéia, Fernando, é justamente essa (não haver necessidade de se optar a priori por um MODELO, presencial ou a distância). O conceito de ESD foca na redução das distâncias, não importando onde os alunos e  professores se localizem geograficamente.  O percentual de atividades remotas ou presenciais poderá variar de acordo com as características de cada curso. E esse percentual, obviamente, será do conhecimento do aluno antes de se decidir por cursá-lo. Mas o importante é que  as tecnologais interativas, associadas a metodologias pedagógicas, podem ser aplicadas na redução de distâncias em todas as possibilidades de relações de distanciamento (as quais,como mostrado na palestra, são pelo menos 512 e não apenas duas: presencial ou a distância) .


3. FERNANDO GODOY: Existe algum repositório mundial para jogos educacionais ?
Existem vários. Vou citar um a título de exemplo: o FUN BRAIN.


4. SILVIA GOMES: Os jogos estimulam respostas rápidas, isso não acaba comprometendo a possibilidade de refletir sobre o fato dentro de várias outras facetas?
Nem todos os jogos estimulam respostas rápidas. Basta citar, por exemplo, o jogo de Xadrez.
Cabe ao designer instrucional especificar para o designer de games o estilo e características do jogo, bem como os estímulos que deve provocar, de acordo com as necessidades e objetivos pedagógicos.





sábado, 18 de junho de 2011

Gestos e Interfaces Naturais para uma Educação sem Distância

Aconteceu em 17 de junho de 2011, das 21h às 22:30, na JOVAED a atividade síncrona

"O Potencial das Interfaces Naturais para uma Educação sem Distância"

com palestra proferida pelo Prof Dr João Luiz Bernardes Jr, recém-doutor pela Escola Politécnica da USP com a tese "Modelo abrangente e reconhecimento de gestos com as mãos livres para ambientes 3D". Aliás, esse trabalho foi  tema de recente reportagem da Revista Galileu, sob o título "Nosso Kinect".

Foi um encontro muito agradável, com participação intensa dos presentes. Se você desejar ver (ou rever) o que aconteceu durante a atividade, desenvolvida com a ajuda do ambiente de webconferência Adobe Connect, gentilmente cedido pelo Centro Universitário Senac de São Paulo,  assista à gravação. Repare que não se trata de um vídeo mas do registro de todas as interações desenvolvidas com a ferramenta. É possível inclusive rolar as janelas de participantes e de bate-papo enquanto se assiste à gravação, como se estivéssemos ao vivo.

As interfaces naturais, que dispensam  o uso de dispositivos para a interação humano-computador, são a mais nova tendência na área de jogos e, em breve, deverão chegar às aplicações “sérias”. Dentre essas, a educação é uma potencial beneficiária dessa tecnologia que propiciará uma maior redução de distâncias na interação do aluno com os ambientes de aprendizagem. Nessa palestra foram apresentados conceitos e tecnologias relacionados às interfaces naturais e algumas das últimas pesquisas em reconhecimento de gestos, nas quais o corpo é a interface. Foram também apresentadas ferramentas de código aberto já disponíveis para o desenvolvimento de aplicações baseadas em interfaces naturais. Como moderador da atividade ressaltei o fato de que as interfaces baseadas em gestos são uma das tecnologias chave para a educação apontadas pela Horizon Report 2011.

Como o assunto despertou muito interesse eu e o João nos comprometemos a responder neste blog às perguntas que ficaram em aberto. Caso você tenha outras dúvidas, ou comentários, fique a vontade para colocá-las aqui neste blog.

DÚVIDAS E RESPOSTAS


Aí vão as respostas ou complementações do Prof João Luiz Bernardes Jr às dúvidas dos participantes que não puderam ser colocadas durante o evento.


1) Como foi feito o ambiente em que o pesquisador do Interlab era inserido como vídeo-avatar ?
JLBJ: O Ambiente foi modelado no software gratuito e aberto Blender e o vídeo-avatar foi inserido usando o sistema que desenvolvemos no Interlab/USP e que envolveu o mestrado do Daniel Makoto Tokunaga (pesquisador que aparece na imagem).



2) Há uma possível relação entre gestos e objetos de aprendizagem ?

JLBJ: Que eu saiba, Objetos de Aprendizagem são uma forma de classificar/indexar/organizar e armazenar conteúdo educativo, visando principalmente facilitar o seu reuso. Na palestra falamos bastante do uso de gestos como interação, o que por si só não é um conteúdo e não encaixaria como um objeto de aprendizagem.  Algum aplicativo educativo (como um laboratório virtual por exemplo) que use gestos, isto sim poderia virar um objeto de aprendizagem, mas essa relação entre os dois conceitos não necessariamente
existe. Vídeos mostrando gestos (seja em vídeo-conferência ou com realidade aumentada) ou objetos que permitissem a síntese de gestos por avatares em ambientes 3D, ou contendo transcrições de gestos para síntese, também poderiam virar objetos de aprendizagem, imagino.

3) Poderia dar exemplos de computação ubíqua ?

JLBJ: Recomendo começar dando uma olhada na página da Wikipedia sobre o assunto, que tem links para diversos centros de pesquisa e pesquisas na área.


Por enquanto é isso, caro(a) leitor(a).

Espero encontrá-lo nas atividades que desenvolveremos domingo, dia 19/6:

"Educação sem Distância" (14h) e "Realidade Aumentada" (15h).






sexta-feira, 27 de maio de 2011

Jornada Virtual ABED de Educação a Distância

EM BREVE AQUI: 
GRAVAÇÕES DAS ATIVIDADES ORGANIZADAS POR 
ROMERO TORI NA JOVAED

ATENÇÃO: NOVA DATA PARA A PALESTRA "Educação sem Distância" (19/6 14h)
(agora as inscrições devem ser realizadas previamente por email)

Sempre me intrigou o fato de os principais eventos de Educação a Distância serem realizados presencialmenteAlgumas exceções apenas justificavam a regra, como o 7º SENAED – Seminário Nacional ABED de Educação a Distância, que foi realizado totalmente a distância em 2009. 
Agora esse paradigma finalmente começa a ser quebrado. Sob coordenação do Prof João Mattar, e promoção da ABED, será realizada, de 10 a 21 de junho de 2011, a primeira JOVAED (Jornada Virtual ABED de Educação a Distância). Pela sua programação tenho certeza que em pouco tempo este se tornará um evento obrigatório para quem atua ou se interessa pela Educação a Distância.


E agora uma excelente notícia para você que já deve ter ficado interessado: o evento é totalmente gratuito


O Prof Mattar merece nossos efusivos cumprimentos pela iniciativa e pela organização da JOAVED 2011

A JOVAED terá atividades síncronas e assíncronas, as quais se utilizarão de todo o espectro de possibilidades oferecidas pelas ferramentas de e-learning e Web 2.0. Confira na programação as ferramenats que serão utilizadas nas atividades em que deseja participar, siga as orientações específicas de cada uma e, se possível, teste antes o acesso para garantir que tirará o máximo proveito de sua participação.

O autor deste blog estará diretamene envolvido com as seguintes atividades síncronas (clique no nome da atividade para saber mais detalhes sobre a mesma):

19/06 14:00-15:00 Educação sem Distância (NOVA DATA) 



Obs: fuso horário de Brasília (GMT - 3).

Divulgue e participe.


Nos vemos na JOVAED 2011!



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Saiu o Horizon Report 2011


Saiu finalmente a edição 2011 do HORIZON REPORT.


Conforme havíamos adiantado empost anterior  o relatório prevê grande impacto  dos  e-books e da tecnologia mobile nas instituições de ensino superior, no prazo de um ano. Em seguida, com prazo previsto de até 3 anos, vêm a realidade aumentada e os games.  


O que está esperando ? Baixe logo o Horizon Report 2011. O texto está em inglês. Na medida do possível traduziremos partes mais relevantes do relatório e a publicaremos aqui no blog. Voluntários para esse trabalho de tradução são bem-vindos!

Tenha uma boa leitura. Tenho certeza que lhe trará muita inspiração para seus projetos envolvendo tecnologia na educação.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mirando o horizonte das novas mídias na educação


Divisar a linha que marca a convergência da superfície terrestre com a atmosfera, ao som e visão relaxantes do movimento do mar, é minha forma preferida de meditação. Adoro contemplar o horizonte. Mas não apenas para dar um descanso aos meus neurônios, desacelerando o looping infinito do processamento mental. Utilizo essa prazerosa atividade também quando preciso acelerar e multiprocessar, seja para solucionar problemas, tomar decisões, planejar, me inspirar, criar, ou mesmo filosofar. A imagem que ilustra este post foi tirada numa dessas ocasiões, na primeira semana de janeiro de 2011, quando fomos agraciados com a visão de não apenas um mas dois arco-iris. Foi muito agradável e inspirador começar 2011 mirando esse lindo horizonte.

Agora, quando retomo esta nossa habitual conversa virtual sobre "educação sem distância", num excepcional início de ano "para valer" antes do carnaval ;-), continuo a mirar o horizonte. Refiro-me ao horizonte das tecnologias na educação. No próximo dia 14 de fevereiro será lançado o Horizon Report 2011, publicado gratuitamente pela New Media Consortium (NMC) uma instituição sem fins lucrativos focada em explorar o uso de novas mídias na educação. A lista de membros da NMC contém as mais importantes universidades e centros de pesquisa norte-americanos e de alguns outros países. Trata-se de um importante periódico anual, publicado desde 2004 pela NMC em colaboração com a  EDUCAUSE Learning Initiative (ELI), ansiosamente aguardado por pesquisadores e educadores interessados no (bom) uso e no futuro da tecnologia na educação. Nessa publicação são identificadas e descritas as tecnologias previstas a causar grande impacto no ensino e aprendizagem na educação superior em um horizonte de 5 anos.

Os relatórios são divididos em três períodos (um, três e cinco anos), apresentando para cada um as principais tendências de adoção  de novas mídias pelas universidades e faculdades americanas. Para as mídias destacadas são apresentadas justificativas, relevâncias (para o ensino, a aprendizagem e a expressão criativa),  experiências práticas e bibliografia. Para você, leitor deste blog, adianto algumas das tendências que serão destaque da edição 2011.

Horizonte de até um ano:
     ebooks
     mobiles

Horizonte de até três anos:
     realidade aumentada
     aprendizagem baseada em games

Horizonte de até cinco anos:
      computação baseada em gestos
      análise de aprendizagem (avaliação analítica e automatizada de massas de dados coletadas enquanto os estudantes desenvolvem suas atividades )

E você, leitor, o que acha? Concorda com essas tendências? Pretende utilizar (ou já está pesquisando ou aplicando) alguma(s) dessas mídias na educação? Em que horizonte de tempo? Coloque aqui seus comentários e contribuições. Vamos olhar juntos para o horizonte? Provavelmente alguns verão arco-iris, outros pressentirão nuvens negras, raios e trovões. Mas todos devem concordar que olhar para o horizonte faz bem.

PS: Veja aqui (e/ou baixe) o Horizon Report 2010.  Em breve colocarei o link para o relatório de 2011.