sábado, 11 de dezembro de 2010

Novos profissionais para novas mídias

Hoje ocorreu a cerimônia de apresentação dos trabalhos finais dos alunos do curso de Tecnologia em Produção Multimídia do Centro Universitário Senac, realizada no Centro de Convenções do Campus Santo Amaro, com a presença de pais, filhos, amigos e professores, numa linda confraternização multimídia. Fiquei muito bem impressionado com a qualidade dos trabalhos e das apresentações de todas as turmas (do primeiro ao quarto semestres). A apresentação do quarto - e último - semestre, no entanto, foi muito especial. Não apenas porque tive o privilégio de conviver com essa turma nos últimos meses, como responsável pela disciplina "Tópicos Avançados", mas  principalmente pelo trabalho de fôlego que apresentaram. Sob a entusiasmada e competente coordenação  do Prof. Anderson Luis da Silva, idealizador do projeto, com o apoio dos coordenadores do curso, Simone Alcântara e Julio Freitas, e dos demais professores do período, a turma desenvolveu coletivamente um verdadeiro projeto "transmídia". Como resultado foi publicado o livro Do Digitado ao Digital, contendo artigos dos alunos e de alguns professores, versando sobre interatividade, realidade aumentada, IPTV, entre outros assuntos atuais relacionados à tecnologia multimídia digital. Mas eles não ficaram apenas no livro. Neste são encontrados QR Codes e marcadores de realidade aumentada que interagem com o conteúdo do site especialmenet criado para esse projeto. No site são disponibilizadas as versões digitais dos artigos dos alunos e também os projetos práticos desenvolvidos na minha disciplina. Ao final da já emocionante apresentação, tivemos um momento comovente quando os alunos homenagearam o colega Raoni, jovem promissor que deveria estar se formando com eles não tivesse sido brutalmente assassinado juntamente com o pai, o cartunista Glauco, quando chegava em casa, retornando da faculdade. 

Leia o livro, interaja com o site... e não deixe de ver este divertido "Making of".



Esta é a mais nova turma de "autorizes" multimidiáticos que se forma e que, produzindo conteúdos melhores e mais interativos para as novas mídias, certamente contribuirá para um Brasil melhor.

Parabéns e muito sucesso aos, a partir de agora, ex-alunos e recém profissionais multimídia (ou seria transmídia?).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ESUD 2010: TICs na EAD


Hoje, 5 de novembro de 2010, tive o privilégio de coordenar o Grupo de Trabalho "Tecnologias da Informação e Comunicação" como parte das atividades do VII ESUD 2010 (Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância), evento anual promovido pela Unirede, realizado este ano em Cuiabá, sob a coordenação da UFMT.  A Professora Miriam Toshiko Sewo da UFMT foi a relatora do grupo.

Se você participou da reunião (ou não participou mas deseja contribuir com esta discussão) coloque aqui seus comentários. E acompanhe este post para ver o relato oficial (e as fotos) bem como contribuições dos participantes do grupo de trabalho e dos leitores do blog. A seguir o relato do GT.


Nossos agradecimentos ao Prof Abner Faria pelas fotos que ilustram este post.


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ESUD 2010
Grupo de Discussão
Tecnologias da Informação e da Comunicação
Coordenação:  Romero Tori
Relatora:          Miriam Toshiko Sawo

APRESENTAÇÃO
Romero Tori
As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) já fazem do cotidiano das pessoas que nasceram e cresceram em um mundo cada vez mais digitalizado, em rede e interativo. A esses nativos digitais se une um crescente contingente de pessoas que desejou - e soube - se adaptar à evolução tecnológica e desta se apropriar. Há ainda muitos excluídos digitais, é verdade. Mas espera-se que políticas públicas adequadas e ações da própria sociedade venham a reduzir substancialmente esse problema em futuro próximo. O fato é que vivemos e viveremos em uma sociedade conectada tecnológica e digitalmente, interagindo em ambientes reais e/ou virtuais quase que sem diferenciá-los e utilizando aparatos tecnológicos como se fossem extensões do corpo e da mente. A discussão, portanto, não deve ser sobre os benefícios que as TIC possam trazer à educação, muito menos sobre a conveniência ou não de se adotá-las.  A realidade escolar não pode ser diferente da realidade cultural de seus alunos. Os nativos digitais dão como certo o uso de tecnologia e as escolas e os professores imigrantes digitais certamente precisarão se adaptar a essa realidade.

Ao contrário da lentidão na adoção de novas tecnologias, verificada em grande parte das instituições voltadas ao ensino presencial, a educação a distância vem conseguindo aproveitar com muita agilidade e sucesso as TIC, até por uma questão de sobrevivência. Nesse novo cenário, ao contrário do verificado na infância da educação a distância, durante a qual era comum a tentativa de se imitar no virtual o modelo presencial, um novo paradigma se prenuncia: é chegado o momento de a educação presencial começar a imitar as boas práticas da educação online. À medida que aumentar a convergência entre educação presencial e virtual mais fortemente serão demandadas soluções tecnológicas, não apenas na mediação pedagógica como também na gestão educacional.
 
Esse grupo de discussão deverá trabalhar a questão das TIC na educação, a partir de um viés amplo, englobando desafios para a expansão de seu uso, formas de avaliação, melhoria da qualidade, gestão educacional, mediação tecnológica e inclusão digital, entre outros temas que poderão ser sugeridos pelos participantes. Não há a pretensão de se chegar a respostas, mas se conseguirmos sair da discussão com um número maior de perguntas do que tínhamos ao nela ingressar já será uma pequena, mas relevante, contribuição para a evolução da educação.

RELATO DA DISCUSSÃO PRESENCIAL

Miriam Toshiko Sawo

Romero conduziu a discussão do grupo lançando um conjunto inicial de questões para o debate, o qual foi revisado e ampliado pelos presentes, resultando na pauta de discussões a seguir:


1. Blended learning (Integração entre educação a distância e presencial)
2. A tecnologia influi na aprendizagem?
3. O computador pode substituir o professor?
    Papéis do professor e questões trabalhistas, capacitação, tutoria x conteudismo etc.
4. Pesquisa e inovação tecnológica e pedagógica
5. Mediação e Comunicação
6. Capacitação do professor
7. Profissionalização da equipe multidisciplinar
8. Gestão
9. Qualidade
10. Como as TICs podem ajudar na avaliação?


Q1. Blended learning
- Existe educação 100% presencial?
- Educação 100% a distância é a melhor solução?
- A escola reflete a realidade tecnológica atual?
- O ensino presencial pode aprender com a EaD?

Não é possível afirmar que exista uma educação 100% presencial, sendo que mesmo a chamada "educação presencial" possui momentos a distância, em que o estudante não está necessariamente perto fisicamente do professor nem de seus colegas de turma para desenvolvendo alguma atividade (como trabalhos e tarefas domiciliares por exemplo).

Se antes a EaD se valia das boas práticas do presencial, atualmente é possível perceber o presencial também aproveitando as boas práticas da EaD. Estudos têm mostrado que a união das boas práticas de ambas pode dar melhores resultados.

A escola não tem acompanhado a evolução das tecnologias no mesmo passo que a sociedade. Esse distanciamento da realidade do estudante torna a vivência educacional pouco significativa e, portanto, menos interessanto e motivadora.
Hoje as escolas lutam para manter laboratórios de informática quando já poderia ter computadores nas salas sem precisar adquirí-los. O crescente barateamento dos computaodres portáteis está cada vez mais facilitando sua aquisição pelos próprios estudantes que necessitariam apenas de uma uma sala de aula com infraestrutura adequada para o uso por todos(acesso wireless, pontos d eenergia e mobiliário adequado). Essas mudanças perpassam pela questão da institucionalização das TICs na escola.

Por outro lado,não se pode esquecer que ainda temos realidades muito precárias que ainda não têm garantido o básico para a viabilidade das TICs na educação, seja por falta de banda larga ou até mesmo energia elétrica. Nessas realidades ainda se vê um descompasso entre as inovações tecnológicas na educação e o acesso à rede. Esta realidade é vivenciada, inclusive, por alguns pólos da UAB. A questão a se considerar é: Como fazer uma tecnologia que não extrapole as necessidade reais? Ainda, há que se considerar que nem todo estudante é TEC, ou seja, nem todo estudante tem facilidade para trabalhar com a tecnologia.

O grupo reforçou a necessidade de trabalhar com as TICs sem perder de vista a realidade e do perfil do público alvo.

Q3. O computador pode substituir o professor?
A figura do professor sempre estará presente, pois não é possível a objetivação das TICs se não for através da ação pedagógica do professor. Portanto, para além desta questão, é pertinente pensar sobre como a tecnologia pode melhorar a atividade e a produtividade do professor. Exemplos de aprendizados através de simulação na área da medicina e das escolas de pilotos já são realidades. Contudo, essa  discussão não pode deixar de lado a problemática do excesso de atividade que vem sendo atribuído aos professores EaD.

Q5. Mediação e Comunicação 
Que a mediação e comunicação são bastante favorecidas pelas TICs pareceu ser consenso. A discussão ficou em torno das possibilidades proporcionadas pelas TICs, tais como o e-mail, sites, redes sociais, ambiente virtual etc.

A mediação através de troca de e-mail com os estudantes foi colocada em questão por ser uma prática bastante particularizada, sendo que o ideal seria que a comunicação fosse mais interativa, num processo onde o professor não é o centro e os estudantes podem aprender entre si.

O uso do site para disponibilizar informações e materiais também foi destacado como uma estratégia que contribui com a mediação e comunicação.

Os ambientes virtuais não estão acompanhando as inovações tecnológicas, talvez por se preocuparem em copiar o padrão da educação presencial. As pessoas estão se comunicando através do twitter, do facebbok e outras redes, e o ambiente virtual permanece estático e fechado .

Q7. Profissionalização da equipe multidisciplinar
Destacou-se a necessidade de se compor uma equipe multidisciplinar com sujeitos de conhecimentos diferenciados, pois não é possível que o professor dê conta de todas as atividades que envolvem o fazer pedagógico no modelo EaD. Nesta equipe é desejável ter uma pessoa de informática que componha a equipe.

Q8. Gestão
Observou-se que a gestão em EaD não pode ser mais uma gestão no modelo tradicional. Com as TICs o trabalho do professor extrapola os horários convencionais. A gestão mais adequada seria por atividades e não por horário.

Nota: Não houve tempo de se discutir as questões 2,4, 6, 9 e 10.




CONTRIBUIÇÕES

Um dos presentes levanta a questão: Como fazer EAD  "Sem Distância"?
É primordial que se faça encaminhamentos políticos para se minimizar os entraves na infraestrutura que possibilita o uso das TICs. Contudo, só a tecnologia não adianta, é fundamental dar ênfase na aproximação transacional do estudante com professor, conteúdo e demais estudantes). São dois movimentos indispensáveis neste processo. A interatividade, a criação de um sentimento de pertencimento a um grupo, o trabalho colaborativo, entre outros, são formas de se reduzir distâncias (e isso não depende da tecnologia). 




Domicio Maciel da UFMA, participante do GT: "Gostaria que fosse registrado que a experiência com a formação continuada de professores (Programa Mídias na Educação / MEC / IES / SEDUC / UNDIME) me faz afirmar que as parcerias governamentais nem sempre são levadas a termo quando encontramos professores com formação deficiente/inexistente indicados pelas secretarias de educação, em particular as municipais (às vezes no município a internet nem funciona adequadamente, forçando o professor-aluno a fazer suas atividades em lanhouses ou em outro município). Cabe destacar que ainda há escolas em que o laboratório não existe ou as máquinas não funcionam. A despeito da formação tecnológica prévia para o curso, fazemos momentos presenciais de familiarização com a máquina/ambiente virtual de 1 a 3 dias e consideramos obrigatória a presença, sob pena de não continuar no curso."


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Informática na Educação: Algumas considerações



Há alguns dias o pesquisador da Carnegie Mellon University, e também brasileiro, Seiji Isotani me contactou em busca de minhas opiniões a respeito de algumas questões relacionadas ao tema "informática na educação". O motivo era um artigo que o pesquisador está escrevendo para uma publicação científica da área de computação. Aproveitei então o feriado para responder às questões por ele formuladas. Como imagino que essas respostas podem também ser do interesse dos leitores deste blog (que certamente poderão - e espero que o façam - contribuir com suas próprias opiniões e informações) pedi ao Seiji autorização para publicá-las aqui. Lembrando que o público-alvo do artigo em elaboração por aquele pesquisador (e, portanto, das minhas respostas) é formado por pesquisadores e profissionais da área de computação, reproduzo a seguir as perguntas por ele formuladas, com as respectivas respostas por mim dadas.

Certamente há omissões e falhas em meus comentários. Conto, portanto, com a contribuição de você leitor. Por favor comente, critique, complemente, sugira. Eu e o Seiji estaremos atentos. Ah, sim, pode deixar que informarei aqui tão logo o artigo venha a ser publicado.
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Seiji Isotani: Informática na Educação: Por quê essa área é importante para para o Brasil?

Romero Tori:  Brasil já é um dos países cuja população permanece mais tempo conectada à Internet, compra online com desenvoltura, vota eletronicamente, possui o sistema bancário mais informatizado do mundo e  foi a primeira a fazer declaração de imposto pela internet. Grande parte de seus habitantes já incorporou as redes sociais ao seu cotidiano e são vorazes usuários de serviços de comunicação instantânea, das enciclopédias abertas, dos blogs e dos serviços de compartilhamento de vídeo e imagem, entre tantos outros serviços disponíveis na popularmente denominada "Web 2.0".  Isso tudo sem se falar dos jogos de computador, "videogames", "lanhouses" e "smartphones". Mas a despeito de toda essa inclusão digital, muito significativa ainda que longe de atingir o patamar ideal, os estudantes brasileiros, com exceção de uma pequena minoria, ainda são educados predominantemente pela  "tecnologia" da lousa e giz.  Só esse distanciamento entre o cotidiano de boa parte da população urbana e a realidade tecnológica que encontram na escola já justificaria a necessidade urgente da informatização das salas de aula e dos conteúdos nela trabalhados. Mas há muito mais que a informática pode fazer pela educação no Brasil. Primeiramente, na forma de "e-learning", pode ajudar a vencer grandes distância geográficas e barreiras econômicas, democratizando o acesso ao conhecimento. Pode também melhorar a qualidade da educação ao dar acesso aos alunos a bibliotecas digitais, repositórios de objetos de aprendizagem, simuladores, jogos educacionais, laboratórios virtuais, fóruns e videoconferências, entre outros recursos. A informática não é uma alternativa ao ensino tradicional, mas sim uma componente importante para qualquer modalidade educacional, seja "a distância" ou presencial. 


S.I.: Informática na Educação: Por quê essa área é importante para a Computação?

R.T.: Incorporar sistemática e amplamente a computação ao processo educacional brasileiro traz desafios e oportunidades, sob todos os aspectos, para a pesquisa, desenvolvimento e negócios relacionados à informática. Um contingente de milhões de potenciais usuários, a possibilidade de atrair investimentos e patrocínios de empresas, governos e agências de fomento, a demanda por serviços tais como implantação, suporte, gestão e hospedagem, são alguns dos desdobramentos da informátização da educação. Afora o retorno social que, por si só, já seria uma grande motivação para pesqusiadores, desenvolvedores e empresários da computação se lançarem nessa empreitada, há também benefícios para outras áreas da computação que podem se aproveitar de soluções e tecnologias educacionais aplicads em outros contextos, como o corporativo por exemplo.  Há também, a médio e longo prazo, a ampliação do contingente de consumidores de produtos de informática e de interessados em ingressar no campo profissional da computação.


S.I.: Existe mesmo preconceito entre as outras áreas da computação e a área de Informática na Educação? Exemplos?

R.T.: Certa vez assisti a uma palestra de um executivo de uma das maiores multinacionais do ramo da computação na qual afirmava que sua empresa não se interessava pelo desenvolvimento de "software educacional" porque "não dava dinheiro", "Ninguém compra software educacional ou investe nessa área" dizia o palestrante.  Puro preconceito. Pode ser que as áreas nas quais aquela empresa investia fossem mais rentáveis, mas dizer que não há mercado para a informática na educação é exagero.  Há também profissionais e pesquisadores que acham que software educacional se restringe a criar "animações" ou "programinhas" para ensino de determinados conteúdos, Além de existirem conteúdos que exijam simuladores ou  aplicativos tão ou mais complexos que os desenvolvidos para outros domínios, há uma grande demanda por ferramentas que facilitem a produção de conteúdos pedagógicos pelos próprios pedagogos, por ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas de comunicaçào e colaboração, tutores inteligentes, bibliotecas digitais, sistemas de tele-presença, entre outros.

É importante destacar também que uma certa discriminação da informática na educação não vem apenas de outras áreas da computação. Encontramos preconceitos até mesmo em educadores e pedagogos, que propalam sofismas do tipo "o que importa não é a tecnologia mas a didática" (conclusão implícita: "não precisamos da tecnologia"; claro que a estratégia pedagógica é o mais importante, mas isso não quer dizer que a tecnologia seja inútil; por esse sofisma qualquer coisa seria inútil, até mesmo a sala de aula),  "a mídia não influi na aprendizagem" (conclusão implícita: "para que tecnologia se ela não faz diferença?"; ora, aceitar essa conclusão seria o mesmo que dizer "não precisamos de telefone pois não traz nenhuma vantagem para o conteúdo de uma conversa"), "há escolas que nem luz elétrica têm como podemos pensar em informatizá-las?" (bem, um erro não justifica outro...), "o computador não pode substituir o professor" (aqui vale lembrar uma frase que ouvi certa vez: "se um professor teme ser substituído por um computador então deve mesmo ser substituído"...risos..). 

Por fim encontramos idéias pré-concebidas nos próprios alunos e seus familiares, os quais, em muitos casos, acreditam que "aulas tem que ser em sala-de-aula", que "aula a distância é o mesmo que não ter aula"  ou que "software educacional é chato". 


S.I.: Qual o estado atual da Informática na Educação no Brasil?

R.T.: Não conheço estudos amplos sobre esse assunto. Mas posso me balizar por um importante setor da educação, intimamente ligado ao uso da tecnologia, que é o da educação a distância. A EAD, aliás, é sem dúvida a maior usuária de tecnologia educacional e também a modalidade que melhor está sabendo incorporar a informática na estratégia pedagógica. Tanto que defendo a união entre EAD e cursos convencionais (o chamado "blended learning") pois a educação presencial tem muito o que se beneficiar com o know-how e a tecnologia hoje empregada pela educação virtual. A ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) publica anualmente o relatório "CensoEAD.br", que traz um panorama detalhado da EAD no Brasil. No último relatório (2009) podemos verificar que a Internet é a tecnologia mais utilizada para ensino a distância nas instituições de ensino superior (há alguns anos o material impresso era dominante). A mesma pesquisa mostra que a mídia mais utilizada pelas instituições de ensino superior é o "e-learning" (definido como  "cursos mediados por tecnologia e aplicados por meio virtual e pelo uso do computador e da internet"). O setor corporativo, tradicionalmente mais ágil, já faz uso de tecnologia na educação há muito tempo e a cada ano não só intensifica esse uso como o aprimora. O treinamento no setor público demorou mais para incorporar a tecnologia mas no citado relatório já se fica sabendo que "é gritante o crescimento apresentado pelas instituições governamentais com relação à utilização da EAD nos processos de capacitação". Esse mesmo relatório informa que no setor corporativo, que inclui o governamental, usa-se o computador em 91% das ações de EAD. 

Com o grande desenvolvimento e a consolidação da EAD no Brasil, com a disseminação do uso de tecnologias de "e-learning" também em cursos presenciais (praticamente todas as universidades já utilizam algum tipo de LMS - Learning Managemente System - como apoio aos cursos presenciais) e o aumento da percepção da importância de políticas públicas para universalização do acesso à internet de banda larga, podemos afirmar que a informática na educação já é uma realidade no Brasil e que em médio prazo deverá ser tão comum nas salas de aula quanto a lousa e o giz. Na EAD a internet já é padrão hoje.


S.I.: Qual o estado atual da Informática na Educação no Exterior?

R.T.: Ainda que o Brasil não esteja muito atrasado no que se refere ao uso da computação na educação, principalmente na educação a distância e no treinamento corporativo, certamente os países econômica e socialmente mais desenvolvidos estão em um estágio superior. Mas eu diria que essa superioridade é mais quantitaiva do que qualitativa. 

Uma referência importante para se ter uma visão das tendências das novas mídias na educação nos países desenvolvidos é o "Horizon Report". No relatório de 2010 são destacadas as seguintes tendências: necessidade de se rever a postura e o papel dos educadores frente à abundância e à facilidade de acesso à informação ;  cosntatação de que cada vez mais as pessoas demandarão trabalhar, estudar e aprender em qualquer hora ou lugar desejados;  predominância crescente de aplicações educacionais baseadas em nuvem; crescimento de atividades colaborativas. 

Pelas tendências apresentadas é fácil perceber que os profissionais da computação, em especial aqueles envolvidos com a área educacional,  terão muito trabalho pela frente. 

S.I.: Você poderia dar exemplos de aplicações bem sucedida da Informática na Educação no Brasil e/ou no Exterior?  
R.T.: Sistemas como o TDIA-Ae, desenvolvido por grupos de pesquisa paulistas com o apoio da FAPESP,  Amadeus, desenvolvido na UFPE e o Teleduc da UNICAMP, amplamente utilizados por milhares de alunos e professores e competitivos com o que há de melhor no setor,  são exemplos que mostram a maturidade do Brasil na área. A iniciativa UCA (Um Computador por Aluno), que pretende levar notebooks especialmente projetados a alunos de escolas de ensino fundamental e médio já vem produzindo excelentes resultados em experimentos pilotos.  Há também vários projetos da Escola do Futuro da USP financiados por empresas e órgãos de fomento que propiciam inclusão digital e novas formas de uso das tecnologias da informação e comunicação na educação.  Esses são apenas alguns exemplos. Há muitas iniciativas bem-sucedidas nessa área, em especial no que se refere à educação a distância. Prova disso é o crescimento que se percebe a cada ano do Congresso de Educação a Distância  e a diversidade de trabalhos e resultados que lá são apresentados.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Interatividade, tecnologias interativas e aprendizagem


Acaba de sair a nova edição (vol 2, n. 1) da Revista de Computação e Tecnologia da PUC-SP. O tema abordado é do interesse da maioria dos seguidores deste blog (e também título deste post): Interatividade, tecnologias interativas e aprendizagem.

Tive a honra de abrir a edição com o artigo "A presença das tecnologias interativas na educação", no qual faço uma síntese de alguns dos principais assuntos tratados em meu livro "Educação sem Distância".

Mas o melhor da revista está nos três ótimos artigos que vêm na sequência:

A aprendizagem ubíqua substitui a educação formal? 
Lúcia Santaella

Uma abordagem para recomendação de objetos de aprendizagem em ambientes educacionais
Luciana A. Martinez Zaina / Graça Bressan / José Fernando Rodrigues Júnior / Maria Angélica Calixto A. Cardieri

O jogo eletrônico como sequência de imagens técnicas e o impacto cognitivo do acesso ao código
Maurício T. Piacentini

No Editorial, escrito pelo Prof Italo Santiago Vega, você poderá ter uma idéia melhor do que encontrará na revista, a qual deixo aqui como sugestão de leitura para este final de semana. Divirta-se. Depois coloque aqui seus comentários.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Exposição de Arte no Second Life


Ainda no clima da abertura da Bienal de São Paulo participei hoje de uma experiência muito interessante: tive o privilégio de, juntamente com meus alunos da disciplina de Novas Mídias do curso de Bacharealdo em Artes Visuais do Centro Universitário Senac, ser guiado pela curadora Sunset Quinnell, em uma visita por uma das mais lindas exposições de artes do ciberespaço. Com a mediação da coordenadora do curso, a artista e professora Isa Seppi através de seu avatar Janjii Rugani, meu avatar, Romano Flow foi conduzido pelas belas galerias do espaço cultural Ice Caverns, , juntamente com os avatares de meus alunos. Nessa exposição encontram-se as mais diversas formas de experessão artística, algumas trazidas da first life outras exclusivas do mundo virtual. As obras podem ser compradas e o catálogo pode ser adqurido gratuitamente (basta clicar no book sobre uam mesa na entrada da exposição e "comprá-lo" por $0 linden).

Recomendo a todos essa visita.  

Aproveito para agradecer a gentileza da curadora Sunset Quinnell em nos receber e proporcionar tão agradável visita. Ela está de parabéns pelo excelente trabalho que realiza.

Para ver algumas fotos de nossa visita vá até o álbum de fotos do Romano Flow no Facebook.

Abaixo alguns videoclipes capturados durante o encontro.














domingo, 19 de setembro de 2010

Virtualidade Real: 3D e Realidade Aumentada na Educação


Até há pouco tempo o uso de tecnologias de realidade virtual e de interfaces 3D era restrito a pesquisas em laboratório e a aplicações específicas, em grandes empresas, cujos custos e periculosidade no treinamento de funcionários justificavam vultosos investimentos na área. A partir de agora, no entanto, educadores, designers instrucionais, gestores educacionais e outros envolvidos com, ou interessados na, redução de distâncias na educação por meio de tecnologia já podem - e devem -  incluir a mídia 3D e a realidade aumentada em sua caixa de ferramentas. Incentivada pelo sucesso dos cinemas em 3D a indústria de entretenimento já investe pesadamente para trazer a tridimensionalidade para todas a mídias, de celulares à Internet. A Revista Veja desta semana traz uma matéria intitulada "Começou a Era 3D", mostrando as últimas novidades da IFA (Feira Internacional de Radiodifusão de Berlim), onde ficou clara a aposta que a indústria faz nesse novo paradigma. Pode ter certeza que na Copa do Mundo de 2014 assistiremos aos jogos  em 3D (seja ao vivo nos estádios, em televisores 3D, em celulares, no notebook, no tablet, no e-book ou em outro gadget que o Steve Jobs vai inventar e sem o qual não poderemos mais viver).

Quando a tecnologia chega ao consumidor caseiro significa que pode chegar também às escolas ao custo de aparelhos de TV ou de consoles de videogames. Mas para isso os educadores e designers instrucionais precisam conhecer a nova mídia, saber como usá-las pedagogicamente e produzir conteúdos e metodologias para seu uso nas escolas. Portanto este é o momento de se pesquisar, experimentar e avaliar o uso de tais tecnologias.

Recentemente, em 10 de agosto de 2010, ministrei uma palestra no evento Estratégias para Educação a Distância com Ênfase em e-Learning e a repeti uma semana depois no Ciclo de Palestras sobre Educação a Distância, promovido pela Universidade Federal de Uberlândia. O tema foi Realidade Aumentada e 3D em Treinamento e Aprendizagem. Para quem assistiu a uma dessas apresentações coloco a seguir alguns links e materiais, conforme prometido. Aos que não assistiram, ou gostariam de rever algum ponto da apresentação, publico abaixo um clip produzido pelo Senac durante o primeiro evento e a gravação na integra da palestra realizada na UFU.

Dúvidas, comentários e sugestões para futuros posts são sempre bem-vindos.

Clip produzido durante evento Estratégias para Educação a Distância com Ênfase em e-Learning.



1. Algumas referências citadas na palestra:


1.1 Livro Fundamentos e Tecnologia de Realidade Virtual e Aumentada





O PDF com a íntegra deste livro pode ser obtido em minha página pessoal.













1.2 Site do Ramesh Raskar
      Livro de Oliver Bimber e Ramesh Raskar sobre Realidade Aumentada Espacial (em inglês)






















1.3 Software Anaglyph Maker

2. Alguns dos vídeos relacionados a realidade aumentada mostrados na palestra

2.1 Uso do Wii como sensor para o ponto de vista do usuário

2.2 Augmented Surfaces

2.3 Demonstração de Realidade Aumentada (em francês)

2.4 Alive (1995): um dos primeiros experimentos de IA e RA
MIT Media Lab

2.5 Human Pacman
Mixed Reality Lab - National University of Singapore



3. Vídeos mostrando exemplos e possibilidades do uso da Realidade Aumentada em Treinamento:

3.1. Desmontagem de Equipamento
KUT BioRobotics Lab-KOREA UNIVERSITY OF TECHNOLOGY)

3.2. Treinamento de Brigada de Incêndio
Resolve Marine Group

3.3. Futuro mecânico 
Video-conceito produzido pela BMW

3.4. Robô virtual controlado por Realidade Aumentada
Metaio Augmented Solutions

3.5 Montagem Lego

3.6 Treinamento de corte de cabelo 
Tokyo Institute of Technology

3.7 Mapa 3D
Metaio Augmented Solutions

3.8 Enciclopédia de Realidade Aumentada
Metaio Augmented Solutions

3.9 Realidade Aumentada em Dispositivos Móveis
SPRXmobile

3.10 Manipulando o modelo de um carro
Toyota

==X==

Se você não tem um par de óculos de anaglifo (como o da imagem acima) pode conseguir um na banca de jornal mais próxima. Algumas revistas já trazem conteúdo 3D e fornecem os óculos como brinde. A Revista Playboy de setembro de 2010 é um exemplo. Alerto que os óculos de anaglifo não funcionam para uma parcela da população e se esse for seu caso não significa necessariamente que você tenha algum problema de visão (é essa tecnologia que é precária mesmo). Mesmo tecnologais mais caras, como óculos de estéreo ativo, podem não funcionar ou causar incômodo para alguams pessoas. Por isso os conteúdos 3D estereoscópicos devem ser opcionais e complementares, nunca a única opção para o estudante.

Neste link, você encontra uma breve explicação sobre como produzir anaglifos, dada por um dos maiores conhecedores do assunto, o artista Gavin Adams, de cujo acervo reproduzo abaixo duas imagens de São Paulo antiga.  Para saber mais sobre a técnica de estereoscopia você pode consultar o capítulo 13 do livro Fundamentos e Tecnologia de Realidade Virtual e Aumentada.

Acervo do artista Gavin Adams



Acervo do artista Gavin Adams



As imagens abaixo, detalhes de renderizações de modelos 3D produzidos por Allan Tori, a partir de modelos disponívesi no site da Nasa, sem e com estereoscopia, mostram como a visualização de informação pode ser melhorada com o uso da terceira dimensão.




A palestra se encerra com o slide de abertura, agora em anaglifo.



Agradecimentos: 


Aos colegas do Senac São Paulo Maira Latorre Lopez, Heloisa Paes De Barros Arruda, Fabio Gomes Pereira, Natalie Holanda Queiroz, Nivia Pereira Maseri De Moraes, Mauricio Da Silva Pedro, Ricardo Regis Untem, Regina Helena Silva Ribeiro e toda equipe do TAE pela oportunidade e pela produção de minha participação no evento Estratégias para Educação a Distância com Ênfase em e-Learning. Ao Alex Schutz, da B.Bro, pela arte e design dos slides de minha apresentação, alguns deles reproduzidos aqui neste post. 

Aos professores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Alexandre Cardoso e Edgard Lamounier, pelo convite para lançamento de meu livro em Uberlândia e hospitalidade durante minha participação no Ciclo de Palestras sobre Educação a Distância. Ao Leonor Teixeira Dias e toda a equipe de produção do evento por todo apoio e suporte técnico. À professora Maria Tereza Menezes Freitas, coordenadora do Centro de Educação a Distância da Univ. Fed. de Uberlândia (CEAD UFU), pela oportunidade e receptividade.

Aos doutorandos Cléber Correa e Silvio Sanches, ao recém titulado no mestrado Daniel Tokunaga e aos estudantes Allan Tori, Fabio PicchiArtur VarandasIan Muntoreanu pela ajuda na modelagem 3D, gravações de vídeo 3D e criação de anaglifos.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Educação Sem Distância: da Teoria à Prática

16o CIAED – ABED - 2010 - Foz do Iguaçú.

Mesa Redonda "Educação Sem Distância: da Teoria à Prática"
realizada em 2 de setembro de 2010. 


Veja mais fotos desse encontro na página da
"Educação sem Distância" no Facebook.


Veja também o blog da mesa sobre "Design Instrucional"
ocorrida no dia 1 de setembro de 2010
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Este post relata, e dá prosseguimento, à mesa redonda que organizamos no  16o. CIAED (Congresso Internacional ABED de Educação a Distância), realizada no dia 2 de setembro de 2010 às 18h, sob o título "Educação Sem Distância: da Teoria à Prática".   Compuseram a mesa a pesquisadora da Escola do Futuro da USP Mariana Tavernari e as professoras, pesquisadoras, autoras, diretoras da ABED e empreendedoras da educação a distância Vani Kenski e Lina RomiszowiskiEu tive a prazerosa e desafiadora missão de coordenar essa vibrante mesa, que combinava experiências em pesquisa, docência e atuação empresarial com a energia criativa da nova geração de pesquisadores e desenvolvedores da educação na era da Web 2.0.












Abri a sessão lembrando que no ano anterior tivemos pela primeira vez uma mesa denominada "Educação sem Distância" e esta continua a "tradição" criada por aquela(risos). Comecei explicando o formato que nós quatro havíamos combinado para a dinâmica da mesa. Teríamos apenas 60 minutos (mesa redonda de 1 hora de duração não é razoável; até apelei pessoalmente ao Prof Litto para que isso seja revisto para os próximos eventos). Se cada um dos debatedores falasse 20 minutos (o que ainda seria pouco) já esgotaríamos o tempo disponível, sem denbates, sem questões da platéia. Pensamos então em dar mais voz aos presentes e estender os debates para a nuvem da internet, na forma de um blog (este) e outros recursos que os próprios participantes venham a utilizar e conectar a este post.  Decidmos, assim, estipular para cada uma das debatedoras o tempo limite de 5 minutos, rigorosamente controlados por meio de uma sofisticada tecnologia de cronometragem ;-), para uma exposição inicial, seguidas de perguntas cruzadas (com o tempo máximo de 2 minutos para resposta). 

Finalizada essa primeira etapa passaríamos a palavra ao público presente, com o tempo  máximo de 1 minuto para cada pergunta ou colocação (a nossa experiência em coordenar sessões na ABED, cujo público é  formado essencialmente por professores, que adoram falar, não nos deixava dúvida quanto à necessidade dessa limitação, ainda que as colocações dos presentes costumam ser muito interessantes e enriquecedoras; em compensação temos esse espaço virtual aberto e sem limites para as contribuições, não apenas dos presentes à sessão como também dos demais leitores deste blog). 
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Abusando de minha posição de moderador iniciei com três perguntas destinadas a cada uma das debatedoras, não previamente combinadas, para cujas respostas estipulei o tempo de 1 minuto:


Pergunta 1: O Design Instrucional define as tecnologias ou estas são a matéria prima, a partir da qual o designer molda os cursos ?

VaniO designer instrucional não define, mas seleciona as tecnologias mais adequadas a cada situação de aprendizagem prevista a partir dos objetivos de cada curso. Para isso, ele precisa conhecer as tecnologias disponíveis  no contexto em que irá ser desenvolvido cada curso, os limites e potenciais de cada uma delas, e as condições de acesso e uso desses meios pelos professores, alunos, tutores...


Nota do Blog: posteriormente a Profa Vani me passou um link para um artigo na revista webcurriculo da PUCSP  que aborda este processo. Ao final do artigo ela apresenta um checklist para verificação da adequação das midias (plano de mídias) aos cursos.  Confira em
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=76610106  ou em
http://www4.pucsp.br/ecurriculum/artigos_v_1_n_1_dez_2005/vanikenskiartigo.pdf 

Pergunta 2: Como as redes sociais, blogs, a Web 2.0 em geral podem impactar, ou já estão impactando, a educação ?

Mariana: Sua pergunta me fez pensar em duas coisas. Primeiro, em termos práticos, em um projeto lá da Escola do Futuro da USP, numa escola em que trabalhávamos uma grande dificuldade que professores e alunos tinham para usar a Web 2.0 era o bloqueio que a instituição fazia  ao acesso a Orkut, MSN e outras redes sociais. O nosso trabalho foi mostrar que as redes sociais podem de fato contribuir com o aprendizado e favorecer processos emergentes, sem prejudicar as demais estruturas curriculares. Já em termos teóricos, a aplicação da "etnografia virtual" ajuda a comprovar a importância atual do uso das redes sociais na educação.


Estimulando a emergência de processos colaborativos, as redes sociais potencializam a interação entre alunos entre si e também com professores, favorecendo a aprendizagem autônoma dos alunos. Citando como exemplos os projetos de intervenção implementados pela Escola do Futuro, como AcessaSP e Tonomundo, bem como pesquisas teóricas desenvolvidas pelo Observatório da Cultura Digital, Mariana Tavernari refletiu a respeito da interlocução entre a teoria e a prática nas redes sociais. 



Pergunta 3: Por que as corporações costumam ser mais ágeis no uso de tecnologias em treinamento e na demonstração de resultados do que as universidades em adotá-las na educação formal?

Lina: Realmente as corporações tendem a fazer, não necessariamente melhor, mas em prazos mais curtos. Há quem diga que a pressão por resultados possa gerra má qualidade, mas isso nào é verdade. Quem transita pelos meiso acadêmcio e empresarial sabe que temos bons resultados tanto em um quanto em outro. As realidades são muito diferentes e não existem regras válidas para ambos. Agora, falando um pouco sobre o mundo acadêmcio brasileiro eu acho que enfrentamso muitos problemas e a lentidão está um pocuo exagerada. Talvez isso se deva ao fato de termos muitos projetos fortemente ligados a pessoas. Em muitos casos, quando as pessoas saem os projetos acabam. No corporativo há pressão por resultados. Isso, no entanto, não tem necdessariamente a ver com questões de qualidade.
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Em seguida cada uma das debatedoras fez uma breve exposição de 5 minutos. 


A pesquisadora da Escola do Futuro da USP, Mariana Tavernari, deu início às apresentações, continuando no tema barreiras e dificuldades para a implantação e uso de novas tecnologias nas escolas, relatando um pouco de sua experiência no projeto da Escola do Futuro "OBSERVATÓRIO DA CULTURA DIGITAL", sobre a qual já havia apresentado trabalho em sessão técnica no dia anterior. A partir dessa reflexão fio colocada a seguinte perguntas, com seus desdobramentos: Como se dão os processos de resistência, por parte de alunos e professores, diante da introdução das tecnologias na prática cotidiana educativa? Existem diferenças geográficas e de faixas etárias com relação a esses processos de resistência?


Lina: Hoje, graças à internet, que permite novos tipos de proposta e desenvolvimento, já há uma resistência bem menor. Mas ainda assim há resistências porque as pessoas não gostam do que não sabem. Muitas vezes não têm curiosidade e simplesmente rejeitam por rejeitar ou porque ouviram falar que esse processo vai substituir o professor e se sentem inseguros. Eu acho que em todos os projetos de EAD seria importante se fazer um trabalho mais, digamos assim, cultural. No momento em que os professores vêem que podem ter uma nova postura e que aquilo vai inclusive dinamizar o pr'prio trabalho, a resistência diminui. Agora, a situação muda muito de instituição para instituição. O que se deve evitar é a execução de decisões "de cima para baixo", as quais certamente geram resistências.


Vani: Eu tive oportunidade de discutir esse assunto com professores da Suécia e da Noruega e eles apontaram os mesmos problemas.  Então nós podemos pelo menos nos consolar já que eles passam exatamente pelos mesmos problemas, mesmos tipos de rejeição, problemas com os professores. A mudança não é apenas numa base educacional ou numa base tecnológica. Trata-se de uma mudança CULTURAL!  E mudança de cultura não se faz do dia para a noite.  Mudança de cultura se faz com os atores de base política. São relações de poder, que envolvem tecnologia e as pessoas ficam mais preocupadas com essa questão de abrir. Eu já participei de uma mesa na qual havia um advogado para dizer para mim que nào era possível abrir as redes por causa da pedofilia, por causa da pornografia e tudo mais. A recomendação era para que as escoals não abrissem as redes proque as crianças seriam "sugadas".  Portnato nós temso problemas sérios vindos da cultura da sociedade para os quais nós não temos como responder. O consolo é saber que esse é um problema sem resposta no mundo inteiro.

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A Profa. Lina Romiszowiski discutiu o significado e a aplicação das novas tecnologias interativas na reduçào de distâncias na educação.  Hoje nós temos diversas modalidades de educação, totalmente a distância, presencial, mista, híbrida ou como queiram chamar. Mas na realidade, uma educação bem feita certamente será "sem distância".  Infelizmente há muita educação presencial com muita "disância". Há váriso desafios a vencer, em termos institucionais, culturais, tecnológicos... No caso da EAD há necessidade de um esforço maior, pois além de tudo há a distância física a ser vencida.  


Reduzindo a distância com a platéia a Profa Lina incentivou a interação durante sua apresentação. Uma das participações foi da Profa Paula Carolei, a qual destacou dois elementos importantes para a redução de distância na educação: imersão, que reduz a sensação de distanciamento uma vez que a pessoa se sente dentro, se sente parte do processo,  e o jogo, que faz a pessoa se sentir participante. 


Retomando sua fala a Profa Lina fez referência ao slide projetado, no qual aparecem as frases "No passado tecnologias de mão única/dupla"  e "Hoje: tecnologias interativas na redução de distância no ensino e aprendizagem", (fazendo referência ao subtítulo de meu livro, o qual aparece no slide como sendo de 2009 mas que na verdade foi publicado em 2010).  Quem como eu, prossegue Lina, já trabalhou com outras  formas tradicionais de EAD, que não a internet, sabe das dificuldades em termos de comunicação.  Hoje é fácil perceber que a AED deu um salto em termos de possibilidades. Nesse momento a debatedora incentiva a participação da platéia:  "O fato de termos essas tecnologias hoje disponíveis resolveu o problema ?"


Denise Bernini (gerente de EAD do Centro Universitário São Camilo do ES):  Eu costumo dizer que o computador veio para resolver problemas que antes não existiam.  Aí a gente liberou, como a Mariana colocou, as redes sociais na institição. A minha briga foi para liberação do youtube, que era bloqueado. Vendo hoje em dia as dificuldades que os professores têm com tanta ferramenta para diminuir a distância, eles mal conseguem se organizar. Será então que essas ferramentas destinadas à redução de distâncias não acabam aumentando o abismo entre professores e alunos? 


Lina: Ótima questão. Como se faz com o excesso de ferramentas e informações? A tendência é achar que com tecnologais mais avançadas resolvem-se os problemas, quando na verdade novos surgem. O fator humano é algo muito importante no contexto educacional. Ontem mesmo, na mesa sobre "design Instrucional",  da qual participamos eu, a Vani, a Paula Carolei e o Regis Tractenberg , discutíamos exatamente isso. E a conclusão é que não existe mágica. Qualquer que seja a tecnologia deve sempre haver um trabalho de planejamento, um projeto institucional, estratégico, político-pedagógico e uma série de outras coisas que vão viabilizar sua implantação e sucesso.  Nesse momento a ampulheta apontava que o tempo já havia estourado. 
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A Profa Vani Kenski assume a palavra informando que seu foco seria na "aprendizagem", uma vez que "educação" é um conceito muito amplo. O que se espera, qualquer que seja o indicador de avaliação,  indicadores é que o aluno efetivamente aprenda.  O que seria uma "aprendizagem sem distância"?  O que faria com que o aluno efetivamente aprenda e possa discutir o que está aprendendo sem se sentir isolado e perdido? Isso não tem nada a ver com a mediação tecnológica nem com a distância física, e deve ser preocupação em salas de aula também, já que ainda se vê aulas nas quais os alunos entram mudos e saem calados, com o professor totalmente distante.  Então eu retomo o que a Paula (Carolei)  colocou há pouco. O que seria o sentido da "aprendizagem a distância"? Seria o sentido de imersão. São vários os autores que podem nos auxiliar nesse processo. Eles vão dizer para você que, para se ter uma aprendizagem de transformação esta não pode se dar apenas no plano racional. Ela tem que se dar por inteiro. É uma mudança de comportamento, devendo envolver não apenas a razão mas principalmente o sentimento, a emoção, com a sensação do processo que está acontecendo, com a intuição. Isso se articula muito com os 4 pilares trabalhados pela equipe coordenada por Jacques Delors,  que coloca que é preciso ao mesmo tempo conhecer,  conviver, fazer e ser. E no nosso trabalho, na nossa prática, sentimos falta de um outro pilar: CRIAR. Isso entra junto com a intuição. Ë preciso ir além do fazer, simplesmente repetindo aquilo que todo mundo já fez. A sensação dessa construção, dessa criação, traz para mim a sensação do Flow, pela felicidade de se estar superando a si mesmo. Por que se a gente pensar no mecanismo de construção do flow vai se lembrar de algumas  realidades de prática como aquele aluno que diz "não, não aguento mais, outro joguinho na escola eu não aguento...".  O que precisamos é levar o aluno, dentro de um processo, a dizer:  "Oba! Legal! Agora vai!". E aí precisa do que ? Dosagem. Não é trazer prazer o tempo todo. Na vida real nós não vivemos em permanete estado de felicidade.  Ninguém é Poliana para viver o tempo inteiro todo contente. 


O ponto departida para tudo isso é que nós temos, como educadores, em primeiro lugar e em qualquer projeto pensar no aluno. Onde ele está, o que ele realmente precisa, onde ele pode crescer. Se a gente pensar no aluno a gente vai conseguir mudar, vai conseguir fazer. E pensando nessas condições nós vamos dar a ele um projeto de qualidade. 


A Profa Vani finaliza colocando três questões para debate. Seguem as questões e algumas das respectivas manifestações.


Pergunta 4: Imersão como condição para boa aprendizagem sem distância?
LinaEssa condição é própria do ser humano. Quando você não se envolve, não entra no âmago da coisa, fica muito difícil aceitra aquilo de uma forma boa. Então, em termos de aprendizagem,  acontece a mesma coisa. Por mais que a gente facilite o aluno só vai aprender a partir daquilo que ele mesmo constroi. E a imersão tem parte preponderante nesse processo.


Pergunta 5:  Flow como objetivo educacional?


Romero: Eu não vejo flow como um objetivo, mas como um meio. Meio de se levar o aluno a um estado de máximo desempenho e envolvimento. O sonho de todos nós, professores, é ver nossos alunos tão envolvidos com as atividades de aprendizagem quanto os vemos engajados em atividades lúdicas. Daí a idéia recorrente de que basta se colocar jogos na educação para resolver todos os problemas. Como a Vani já comentou os alunos não aguentam mais "joguinhos". Há situações em que um jogo, que pode ser um título comercial mesmo, se encaixa perfeitamente no projeto pedagógico. Mas precisamos ter em mente que  jogo não é a única forma de se levar a pessoa ao estado de flow.  Aprender é muito prazeroso. A criança é uma máquina de aprender. Infelizmente ao longo de seu crescimento ela vai aprendendo a não gostar de aprender. Precisamso resgatar esse prazer pelo conhecimento e colocar nossos alunos em flow pela aprendizagem.


Leonel Tractenberg: (FGV, UFRJ, Livre Docência Tecnol. Educacional):  Tudo isso que foi falado é muito importante. Eu apenas queria pontuar, e aí falando mais como psicólogo, que é importante também a gente não "glamurizar" o flow, a felicidade e tal. Na linha um pouco do que a Vani mesmo colocou, a aprendizagem, dependendo dos conteúdos, dependendo das situações - do contexto - ela também é inquietante, ela também tem incômodo, ela também tem conflito.   E essa dimensão, que é tão importante na sala de aula e que desafia tanto o professor a saber lidar com conflito, com a inquietação, com a discordância etc., ela  também deve existir no online. Não deve haver, como eu vejo acontecendo muito em diversos programas de educação online, uma super valorização do lúdico, traduzindo-se às vezes naquelas animaçõezinhas bobocas e nuam série de outras coisas.


Romero: Gostaria também de ressaltar que a teoria do Flow e da psicologia positiva mostra que não existe possibilidade de se ter permanente estado de felicidade. O contraste entre  situações adversas e positivas, a dificuldade que leva ao prazer de se vencer desafios, de se estar dando alguma contribuição etc.. são componentes importantes que explicam como é possível, por exemplo, se entrar em flow até mesmo em situações de calamidade pública.


Paula Carolei:  Eu estava aqui pensando em relação a "distância" e "flow". É uma coisa assim: precisamos da diferença de potencial para gerar um movimento. A gente precisa de uma distância para poder encurtar a distância. Essa questão, muito bem colocada (pelo Leonel) é o "incômodo", para a gente desafiar . Hoje existem vários tipos de jogos que possibilitam a você experimentar e há outros que não oferecem essa "diferença de potencial", que não provocam.


Anna Aline P S Souza (Universidade dos Correios): O problema é como que a gente faz para perceber que aquele material está ficando "boboca"... Mas indo para a questão central, que é "educação sem distância", acho que tudo consiste, dentre várias outras  extensões, em você ouvir o seu ouvinte, em você se aproximar e participar com o ouvinte, seja antes do processo, quando você ainda está desenvolvendo, elaborando, como durante também. Se você cria uma situação que não é atrativa, ou que não agrada, não estimula ou não motiva o aluno, ele lhe dá a resposta na hora. Você vê pela fisionomia dele que aquilo não agradou, não atingiu o objetivo. Então acho importante essa questão de ouvir, de participar. (Se dirigindo para Denise) E isso passa pela questão das ferramentas. Se você tem uma variedade e disponibilidade de ferramentas, o problema não é a escolha, o problema é saber qual a ferramenta que você precisa conhecer mesmo... 


Denise:  deve-se definir a metodologia e então se usar as ferramentas para atender àquela metodologia.... 


Pergunta 6:  Jovens e a aprendizagem sem distância: um estado permanente de flow?


Mariana: Sim, um estado permanente de flow, mas favorecido pelas instituições, sejam públicas ou privadas. Como no caso em que estou me referindo aqui, da Escola do Futuro, favorecemos essa imersão  com a criação de comunidades. Um dos exemplos que eu posso citar é esse projeto Acessa São Paulo, em que ações da própria comunidade que acontecem em salas da internet se revertem em ações educacionais.


Paula Carolei: Não dá para se ficar imerso, mergulhado, o tempo todo. Em algum momento a gente precisa subir à superfície para respirar. Porque a gente precisa entender "o dentro", "o fora"... em um movimento constante. Então, assim, não dá para ficar em permanente flow. O afastamento é super necessário no contexto educacional. A gente tem que entrar na brincaderira mas tem o momento em que a gente tem que sair e refletir.
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Restava pouco tempo, mas ainda conseguimos ter mais algumas participações da platéia.


Claudia S A de Oliveira (Mestrado, UFPE): Quando a Profa. Vani coloca a questão do "criar", imediatamente me vem outra: a de "como criar". Nesse momento, quando você tem a questão da construção compartilhada, aí sim você tem a aproximação.


Francisco (UFRJ): Acho que a questão é complexa, porque quando se coloca em jogo "distância", "espaço", está vinculado completamente ao tempo, até fisicamente não é? Encurtar distâncias, reduzir espaços, significa também encurtar tempos. Duas variáveis tão ligadas, tão unidas, que uma não existiria sem a outra. E aí você afeta a velocidade, já que a relação entre as duas resulta na velocidade. E se você quer encurtar espaço encurtando tempo provavelmente você quer aumentar velocidade e acelerar o processo. Fazer com que alguém aprenda, isso é meio complicado. Se você pegar o conhecimento científico por exemplo, você vai ver quantos milênios  se demorou para chegar aos atuais paradigmas da ciência. Aí eu pergunto: aprender em um tempo menor é lícito? E em que condições?


Romero: Francisco. Você, como pudemos ver hoje, traz sempre perguntas muito bem colocadas e instigantes. Mas, seguindo sua analogia física na questão "espaço-tempo-velocidade" eu contra-argumentaria da seguinte forma: se eu reduzo as distâncias eu posso andar mais devagar para atingir o mesmo lugar. É uma outra forma de ver a questão, certo?
Francisco: Me permite uma réplica?
Romero: Não está previsto nas regras do debate (risos). Mas você poderá fazê-la no blog.


Ritze Ferraz (professora e gestora de EAD do TRE-MG): Estou pensando nessa coisa do aprendizado. Eu quero que o aluno aprenda, eu quero chegar lá, não é assim?  Ele precisa, de alguma forma, criar. Então esses ambientes imersivos tem que proporcionar criações. Tem que ter laboratórios para que ele desenvolva projetos. Outra coisa importante: antes disso tudo o pensamento crítico, a competência argumentativa,  o portfólio etc, para que ele possa chegar lá, não é ? Eu fico pensando, como que vai ser para nós conduzirmos essa sensação do pertencimento nesses ambientes ? Como vai ser isso? Como a gente vai proporcionar de alguma forma que o aprendizado venha, que ele (o aluno) construa nesses ambientes imersivos ? 


Vani: Não é a tecnologia. É a pedagogia. A velha e boa pedagogia é que vai dar conta. Está na proposta pedagógica do curso, no planejamento didático, no design instrucional, na construção esclarecida de que nós realmente queremos.  E que aquele aluno tenha clareza de qual é o caminho. Porque muitas vezes o aluno entra num labirinto... mas no escuro. Aí ele vê joguinho de um lado, vê outra coisa de outro... mas o que isso aí tem a ver com o que eu tenho de aprender de física quântica? Então é preciso ter clareza de objetivo; e ter um acordo tácito entre aquilo que ele deseja e precisa aprender e aquilo que nós estamso oferecendo. Quando você tem clareza no caminho você sabe até aonde você vai. E aí a distância encurta.


Paula Carolei: Às vezes, uma boa história e uma boa contextualização é muito mais imersivo que um ambiente 3D.


Lina: Continuando o que a Paula falou, foi muito bem colcoado que um bom texto pode até ser melhor que uma realidade virtual, a qual muitas vezes é transportada de outras realidades. O fator novidade é improtante, mas a gente não pode ficar muito ávida com as novidades e deixar de lado todas essas coisas que são importantes. É também importante entender o contexto. Nem sempre a realidade virtual se enquadra. Às vezes a gente se encanta e quer usar de qualquer maneira, sem uma elaboração que leve a um resultado eficaz em termos de aprendizagem. Então todo esse cuidado deve ser tomado também em nível institucional. Porque é muito comum as instituições decidirem por adoção de determinada tecnologia, com altos investimentos, sem uma devida avaliação; e sem consultar pessoas que poderiam dar uma orientação. No final a tecnologia passa a ser culpada. A tecnologia deve servir à educação e não vice-versa. Entào, o equilíbrio e a maturidade nas decisões, em todos os níveis, é uma coisa muito importante, também para a redução de distâncias


Romero: Já começaram desligando o ar condicionado. O próximo passo será apagarem as luzes. (risos). Bem, já estouramos o tempo. (aplausos) Quero agradecer muito a todos os presentes e às debatedoras. Foi muito legal a a participação de todos. Agora, espero, o debate prosseguirá no blog. Fiquem ligados. Participem.  Em tempo: a participação de vocês da platéia foi tão boa que para o próximo ano pretendo chamar o pessoal do Guinness aqui para nos conceder o recorde  de maior mesa de debates em congresso científico. Isso porque farei uma proposta para a ABED de uma mesa na qual todos os presentes no auditório farão parte oficial de sua composição.(risos). 
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AGRADECIMENTOS


à jornalista e pesquisadora  Mariana Tavernarida Escola do Futuro / USP e às professoras Vani Kenski e Lina Romiszowiski, diretoras da ABED e, respectivamente, diretoras do Site Educacional e da TTS - Tecnologia, Treinamento e Desenvolvimento de Sistemas, por suas participações e importantes contribuições a esta mesa;


- ao amigo Álvaro Rodrigues, da UFRJ, pela reportagem fotográfica que realizou durante a mesa. Todas as fotos aqui publicadas  (e também no álbum do Facebook) foram clicadas por ele; 


- à ABED pela oportunidade que nos foi concedida de realizar esse encontro;


- e um agradecimento especial a todos os presentes: a presença, o envolvimento e a ativa participação de vocês fez toda a diferença. Obrigado. 


Relaciono a seguir uma parte desses "amigos sem distância", presentes fisicamente (e "transacionalmente") ao debate realizado  no dia 2 de setembro de 2010, das 18h às 19h, estendendo o agradecimento a todos os demais presentes, cujos nomes não constam na lista, e também àqueles que lá não estavam mas que eventualmente virão a participar virtualmente dessa discussão, que prossegue aqui neste blog. 



Ronan Maia; Marcia Frizzo; Maria Helena Carvalho; Cleonice Puggian; Celly Cristina Saba;  Maria Tereza N.Freitas;  Martha M.P. Linhares; Gilson B. Espindola;   Denise S D Bernini;  Alessandra Sales;   Fabiola Nicchio;  Gercira Saraiva;  Rosangela Miranda; Eldon Clayton; Larissa L S Arruda; Ivanete B Arruda; Simone Figueiredo Cruz; Thomas Colvara Teixeira; Edjare Queiroz da S Neto; Soraia Campos Santos; Ritze Ferraz; Rosangela Barz; Helio C.da Silva; Luisa Faria; Cristina Monaco; Isabel Botelho; Giovani Silveira; Fabricio Ribeiro; Ugna Martins; Rael Araujo; Gislene Pires; Anna Aline P S Souza;  Paula Carolei; Rosaria Ilgefritz Sperotto;  Rozane da Silveira Alves;   Marisa Medina;  Cristina Haguenaver; Luciana G R de Lima;  Fabiana C A Rodrigues; Eduardo Alves; Claudia Simone A de Oliveira; Gildo Neves B. Jr; Carmem Lucia p Oliveira; Fernando Valeriano Viana;  Elizete Baldo; Álvaro Rodrigues.


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